A milenar indumentária de INRI CRISTO

INRI CRISTO no Vaticano - Setembro / 1983

A primeira túnica de INRI CRISTO

Após ter preparado o local onde INRI jejuou em Santiago do Chile, Berta Segura Sanchez providenciou também a confecção da primeira túnica, cujo tecido de linho puro foi doado pelo chileno Alamiro Tápia.

Difícil foi achar o tecido que ela, inspirada por DEUS, recomendara. Após inúmeras buscas infrutíferas, já desesperançosos, encontraram finalmente, perto de onde ela morava no bairro Maipu, a última parte de uma peça de linho puro e branco, exatamente conforme indicado.

Professora de filosofia aposentada, Berta Sanchez nunca havia confeccionado uma túnica. Todavia, afirmou ter recebido espiritualmente a ordem para costurar a túnica de INRI CRISTO. E enquanto cosia a peça, chorou emocionada, dizendo ter certeza de que já havia feito uma indumentária como aquela; sabia, porém, que não fora nesta vida. Com esta túnica INRI foi conduzido ao jejum em Casas Viejas, onde teve a revelação de sua identidade.

Berta Sanchez costurou mais algumas túnicas, que INRI levou consigo ao partir do Chile, uma vez que esta passou a ser sua única e inseparável vestimenta desde que jejuou.

Memorial da SOUST com os antigos pertences de INRI CRISTO.

O manto

No Chile, a mesma mulher que ofereceu a casa onde INRI CRISTO fez seu primeiro jejum, a mesma que lhe fez a primeira túnica foi quem lhe entregou o manto. Berta Sanchez e seu marido, Domingo Sanchez, fizeram uma viagem ao interior do Chile. Até então, nenhum dos dois sabia o motivo da viagem. Numa pequena cidade encontraram, com uns artesãos camponeses, um manto de pura lã, ainda em sua cor natural. Impelida a comprar o artefato, Berta Sanchez compreendeu o motivo da viagem.

Porém, surgiu uma dúvida: aquele manto não teria utilidade. Por que comprá-lo? Intuitivamente, sabiam que ele teria uma significativa utilidade, o qual ser-lhes-ia revelado ulteriormente.

Quinze anos mais tarde, quando INRI voltou do jejum já vestido de túnica, estando muito frio, Berta lembrou-se do manto, buscou-o e o colocou sobre os ombros do Filho de DEUS, dizendo: “Mestre, este é o teu manto.” INRI quis recusar, porque a cor da lã natural não agradou seus olhos, mas ela insistiu: “Tem que ser este. O manto é necessário!” Desde aquele momento o manto o acompanha. INRI sabia da importância do manto, todavia a cor não estava correta. Como não tem vontade própria, INRI esperou que a cor lhe fosse revelada por DEUS.

Mais adiante, na França, hospedado no Hotel “Quatre As” no município de Montataire, ao sair do banheiro, INRI colocou sobre os ombros uma toalha que lhe havia sido doada por uma francesa. Parou diante do espelho e naquele momento viu o rosto de DEUS. Num sorriso, o SENHOR, referindo-se a tal toalha, que era da cor escarlate, disse-lhe: “É assim que será o teu manto, esta é a cor certa”. INRI CRISTO não sabia, porém, como obter tal colorido. Mas confiou no que seu PAI lhe dissera.

Tentou tingi-lo em Paris, Beauvais, Amiens, Montataire, mas só ouviu respostas negativas. Argumentavam que a lã de carneiro, em contato com o calor, encolheria. De lá partiu para Bergerac. Estava andando na rua quando, de repente, entrou numa tinturaria e perguntou se poderiam tingir seu manto. O “não” das vezes anteriores foi novamente ouvido como resposta. Mas a dona da tinturaria, ouvindo a voz de INRI, aproximou-se e disse que iria tingi-lo desde que ele lhe mostrasse a cor. Sobre o balcão havia um espanador novinho, cor vermelho escarlate, e quando INRI o viu, disse: “É esta cor!”

A mulher se prontificou e efetivamente conseguiu tingi-lo na cor certa. Foi assim que INRI CRISTO, finalmente, obteve completo o seu manto.

As primeiras sandálias

Após o jejum em Santiago do Chile, INRI recebeu a ordem de seu PAI, SENHOR e DEUS de substituir os calçados profanos por singelas sandálias de couro. Era mais um passo em direção ao despojamento.

Convidado pelo septuagenário Alamiro Tápia, permaneceu durante alguns dias no Instituto Villa Sana, onde fez o curativo no nariz ocasionado pela queda no jejum. Enquanto palestrava rodeado por pessoas interessadas no Reino de DEUS, o SENHOR disse-lhe que alguém dentre eles teria de fazer as suas sandálias. Uma mulher chamada Maria, viúva de um industrial fabricante de calçados em Santiago do Chile, se propôs a fazê-las. Tirou as medidas e trouxe à sua presença as sandálias. INRI estava sentado em uma cadeira; ela agachou-se e falou:

“Mestre, quero falar-te algo. Quando eu era pequena, minha mãe me levou a uma vidente que me disse que, quando crescesse, eu iria casar, ter filhos, enfim, constituiria uma família, mas a minha principal missão não seria esta. Ela disse que eu viera ao mundo para cumprir uma missão muito importante, que não era tão somente casar, procriar, educar filhos. E neste momento, recordando das palavras da vidente, compreendo, finalmente, o significado, sinto que estou cumprindo a missão para a qual vim ao mundo. E só agora, depois que conclui a feitura da sandália, é que percebi que esta era a minha missão. Era assim, de sandália, que o Mestre, quando se chamava Jesus, caminhava sobre a terra.”

Emocionada, chorando, ungiu os pés de INRI CRISTO com suas lágrimas, fortalecendo-o para suportar as agruras da reprovação. Confirmando as palavras da mulher, INRI CRISTO disse que muitas vezes, em sua caminhada sobre a terra, ao transitar nos aeroportos, estações de trem e praças públicas nos diversos países que visitara, era ofendido e ultrajado com grunhidos e latidos de: “Falso cristo, louco, enganador”. Quando muitos riam e até debochavam por suas vestes antigas, demodê, e pés desnudos, a lembrança das lágrimas dessa mulher dava-lhe segurança e um novo alento para seguir destemido seu inexorável destino.

Em 1980, quando INRI esteve em Brasília pela primeira vez, o líder de uma comunidade de essênios obsequiou-lhe um novo par de sandálias, mais singelas do que as chilenas. Com essa rústica sandália INRI continuou sua peregrinação até praticar o libertário ato revolucionário em Belém do Pará em 28/02/1982, que culminou com o nascimento da SOUST. E não podia ter outra sandália. Nas vezes que arrebentava, era preciso mandar remendá-la, conforme é possível observar na foto.

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O boldrié

INRI recebeu o boldrié (cordão de amarrar na cintura) quando esteve hospedado na casa de Helena de Lin, em San Jose, na Costa Rica, também em 1980.

A sacola

Chegando a França, INRI portava uma maleta onde carregava as túnicas que Berta Sanchez havia costurado e substituiu-a por uma sacola que ainda não era a definitiva. Em Montataire, recebeu ordem do PAI de ficar com apenas uma túnica, então doou as duas excedentes a seguidores franceses. Quando era necessário lavar, INRI se enrolava em dois lençóis enquanto a mesma secava. Assim permaneceu de cidade em cidade, de hotel em hotel, até fundar a SOUST. Em Amiens, recebeu ordem de incinerar as sungas, derradeiro vínculo que caracteriza a condição masculina. Tudo isso fazia parte da depuração e despojamento que dariam poder místico ao Filho do Homem.

Em Bergerac, onde finalmente conseguira tingir o manto, INRI recebeu ordem de ir a Marseille. Chegou aproximadamente às seis horas da tarde e hospedou-se num hotel próximo à estação de trem. Após alojar-se, saiu à procura de algo para se alimentar; dirigiu-se a uma quitanda, comprou algumas verduras e voltou ao hotel. Mesmo tendo dormido bem durante a viagem, sentia muito sono. Deitou-se, então, por algumas horas e esteve numa espécie de sonolência, um sono consciente e transcendental, durante o qual recebeu ordens detalhadas de DEUS mostrando que havia chegado o momento de possuir a sua sacola, na mesma medida da que Judas Iscariotes portara outrora. INRI perguntou como e onde conseguir alguém que pudesse confeccioná-la. Ouviu como resposta que receberia estas informações do verdureiro.

INRI procurou o quitandeiro e contou-lhe sobre a ordem que recebera. O homem respondeu serenamente: “Eu sei, sim, onde e quem irá fazê-la”. Indicou uma sapataria muito velha, cujas vitrines empoeiradas davam a impressão de estar desativada. Mas, nos fundos, por trás de um balcão, um ancião o atendeu. Ao ouvir a ordem que INRI recebera, o homem prontificou-se a confeccionar a sacola, argumentando que seria possível desde que ele permanecesse ao seu lado durante todo o tempo da feitura.

Finalmente de posse de seus antigos pertences, INRI sentiu-se completo, apto a iniciar sua mística revolução em Belém do Pará, cumprindo o que ele disse prenunciando seu retorno: “Tenho ainda muitas coisas a vos dizer, mas vós não as podeis compreender agora. Quando vier, porém, o Espírito de verdade, ele vos guiará no caminho da verdade integral, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e anunciar-vos-á as coisas que estão para vir. Ele me glorificará, porque RECEBERÁ DO QUE É MEU e vo-lo anunciará. Tudo que o PAI tem é meu. Por isso eu vos disse que ele receberá do que é meu e vo-lo anunciará. Um pouco e já não me vereis, e outra vez um pouco e ver-me-eis, porquanto vou para o PAI” (João c.16 v.7 a 16).

A coroa

Em 1993, em Antonina – PR, INRI CRISTO recebeu ordem do ALTÍSSIMO de usar a coroa cravada de espinhos, simbolizando a reprovação de seus contemporâneos (“Mas primeiro é necessário que ele sofra muito e seja rejeitado por esta geração. Assim como foi nos tempos de Noé, assim será também quando vier o Filho do Homem” – Lucas c.17 v.25 – 35).

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Um ato de deboche dos antagonistas que o crucificaram há dois mil anos (“Salve, ó Rei dos judeus” – João c.19 v.3) legitimou o status de Rei dos reis, o único Rei coroado pelos inimigos.

Mais tarde, por ordem do ALTÍSSIMO, a coroa de INRI CRISTO foi tingida de branco, simbolizando a paz e a Luz, e os espinhos removidos, como sinal de que está se exaurindo o período da reprovação do Filho do Homem.

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