Entrevista do escritor Pedro Lusz ao pesquisador de teologia Edson Martins

Edson Martins: Desde já agradeço sua boa vontade em me ajudar em minha tese. Por favor, responda as perguntas abaixo. Elas visam procurar entender o movimento liderado pelo Inri.

1) Quando e como foi que você conheceu o INRI CRISTO?
Pedro Lusz: Conheci INRI CRISTO há muito, muito tempo atrás. Eu o reencontrei, nesta atual caminhada, em 1988, na cidade do Rio de Janeiro. Ele passou pelo Rio de Janeiro, visitando alguns amigos e, como eu já sabia desta visita e já havia me preparado para recebê-lo, fui com alguns amigos à estação rodoviária onde o encontramos. Foi algo muito especial e mágico, pois foi simples, natural e sublime. Foi como abrir um livro velho e atual, que deveria ser lido, continuando buscas de longas estradas. Conversamos um pouco e já percebi que em INRI CRISTO estavam as respostas às perguntas mais intrigantes que eu fazia, havia muito tempo. Percebi que em INRI CRISTO estava o desmoronar de uma instituição edificada na mentira e a seqüência, o rumo esperado e procurado pelos que se mantêm em harmonia com a coerência primitiva da Vida.

2) O que o levou a escrever um livro sobre ele?
Pedro Lusz: Eu estava, há muito tempo, pesquisando, investigando e preparando uma obra sobre política, sociologia e religião. Ao conversar com INRI CRISTO, fui logo obtendo as respostas irrespondíveis, como diziam alguns ditos intelectuais. Apenas desviei o foco de minhas buscas. Então, INRI CRISTO passou a ser este foco que eu tanto procurava. Conversei um pouco com ele, disse que se fosse necessário ele poderia contar com minha determinação na missão que ele comanda e que eu gostaria de saber mais sobre a caminhada na qual ele se mantinha. Ele me olhou, como se fotografasse meus neurônios, tempos depois, descobri que era exatamente o que ele estava fazendo e faz, sempre que olha para alguém, nos olhos, com profundidade., então, ele me olhou e disse que o tempo diria se o que eu acabava de dizer era sincero. E o que viria dali. Ainda nos encontramos mais umas vezes, durante esta visita ao Rio de Janeiro, e, meses depois, eu havia interrompido meus projetos, minha vida na arte, que ocupava grande parte de meus dias, e estava seguindo para Curitiba. Durante mais de três anos convivi com INRI CRISTO, tempo integral, observando sua caminhada e absorvendo a profundidade do que ele representa. Posso afirmar que tive o privilégio de não ter vínculos com nenhuma religião, ainda não tenho, e sempre observo e absorvo o universo de INRI CRISTO numa visão sociológica, simples, antropológica, natural e muito sublime. Com tantos sinais únicos em minhas observações, aconteceu o óbvio: um livro sobre INRI CRISTO. Um livro interessante, porém, não está acabado, não é a obra que concluirei sobre ele. O verdadeiro livro meu sobre INRI CRISTO está sendo finalizado.

3) Em sua opinião, por que há no movimento mais mulheres que homens?<