Cavaleiros templários esconderam o Sudário de Turim

Cavaleiros medievais esconderam, e secretamente veneraram, o Sudário de Turim por mais de 100 anos após as Cruzadas, disse o Vaticano ontem, em um anúncio que parece resolver o mistério da relíquia que desapareceu por anos.Os cavaleiros templários, uma ordem que foi reprimida e dissolvida por alegada heresia, cuidou do pano, que ostenta a imagem de um homem com uma barba, cabelos compridos e as feridas da crucificação, segundo investigadores do Vaticano.

O Sudário, que é mantido na capela real da Catedral de Turim, há muito tem sido venerado como a mortalha em que Jesus foi sepultado, mas a imagem só apareceu claramente em 1898, quando um fotógrafo observou um negativo.

Barbara Frale, uma investigadora do Arquivo Secreto do Vaticano, afirmou que o Sudário desapareceu no saque de Constantinopla em 1204 durante a Quarta Cruzada, e não apareceu novamente até meados do século XIV. “Seu destino nesses anos sempre intrigou os historiadores”, acrescentou a Drª. Frale no L’Osservatore Romano, jornal do Vaticano.

No entanto seu estudo sobre o julgamento dos Cavaleiros Templários trouxe a luz um documento no qual Arnaut Sabbatier, um jovem templário francês que entrou no fim, em 1287, testemunhou que na sua iniciação, foi levado para “um lugar secreto que apenas o Irmãos do Templo tinham acesso. ” Lá ele viu “um longo pano de linho em que ficou impressa a figura de um homem” e venerou a imagem, beijando os seus pés por três vezes.

A Drª. Frale disse que, entre outras alegadas infrações como a sodomia, os cavaleiros templários foram acusados de adorar ídolos, em particular uma “figura barbuda”. Na realidade, no entanto, o objeto que tinham secretamente venerado era o Sudário.

Eles asseguravam a segurança do sudário para que não caísse nas mãos de grupos como os hereges Cátaros, que alegavam que Cristo não teve um verdadeiro corpo humano, apenas a aparência de um homem, e que não podia ter morrido na cruz e ser ressuscitado. Ela disse que sua descoberta validou uma teoria apresentada pela primeira vez pelo historiador britânico Ian Wilson em 1978.

A Ordem dos Cavaleiros Templários foi fundada na época da Primeira Cruzada, no século XI, para proteger cristãos que faziam a peregrinação a Jerusalém. Foi aprovada pelo Papa, mas quando a Fortaleza de Acra caiu em 1291 e os Cruzados perderam o poder na Terra Santa, o apoio a ordem foi retirado, em meio a crescente inveja de sua fortuna em imóveis e bancos.

Rumores divulgados por ordem de Filipe IV rei da França, sobre corrupção, sodomia e cerimônias secretas, onde noviços alegavam que tinham de negar Cristo por três vezes, cuspir na cruz, e beijar seu superior nas nádegas, umbigo, e lábios, prepararam o terreno para que o rei, que cobiçava a riqueza da ordem e lhe devia dinheiro, exercesse pressão sobre o Papa Clemente V para dissolvê-la e prender seus líderes.

Vários cavaleiros, inclusive o Grão Mestre, Jacques de Molay, foram queimados. As lendas dos Templários, sobre rituais secretos e tesouros perdidos, há muito fascinam os teóricos da conspiração, e figuram em O Código Da Vinci, que repetiu a tese de que os cavaleiros guardavam o Santo Graal.

Em 2003 a Drª. Frale, especialista medieval do Vaticano, revelou o registro do julgamento dos Templários, também conhecido como