Entrevista de INRI CRISTO ao site Meu Casamento BSB

O que o sr. pode falar sobre casamento? Como o define?

INRI CRISTO: “Casamento, como bem diz o termo, quer dizer “acasalar”, ou seja, sob o princípio etimológico, significa união pró-procriação. Todavia, a relação afetiva não define necessariamente procriação, até porque existem casais em que o homem ou a mulher é estéril – logo não podem procriar – e mesmo assim podem viver juntos harmoniosamente, numa união conjugal; não confundir vida conjugal com casamento. União conjugal quer dizer conjugar, é a união de duas almas afins. Quanto ao casamento, a interpretação etimológica que dou é que concerne ao acasalamento, como ocorre inclusive com os demais integrantes da criação divina: a galinha e o galo, o boi e a vaca… ou seja, objetiva o coito, a relação carnal para fins procriativos. Existem muitos casos de pessoas que se juntam e não precisam ir ao cartório, não precisam de tapete vermelho nem tocar trombeta. Vivem 30, 40, 50 anos juntos e nem a morte consegue separar; mesmo depois do passamento as almas continuam afins porque se amavam. Essa é a união por amor, a união por afetividade. Eu sou a favor do amor, da relação harmoniosa entre os seres humanos… e sou contra qualquer instrumento coercitivo que carregue em seu bojo o elemento chantagem, como ocorre muitas vezes no caso dos casamentos”.

O que o sr. poderia dizer para os noivos? Alguma mensagem especial para quem planeja um casamento?

INRI CRISTO: “Minha mensagem para quem planeja um casamento é que eles se libertem, se despojem dos sentimentos mesquinhos, egoístas de possessão, de um querer dominar o outro, que é o trivial, o comum entre os noivos, quando um dos dois está pensando em subjugar o outro. Recomendo que os noivos se abstenham desses sentimentos nefastos e só permaneçam juntos se estiverem unidos pelo amor, que é a mística presença do ALTÍSSIMO abençoando a união”.

O sr. celebra casamentos? Se sim, gosta de celebrar casamentos?

INRI CRISTO: “Eu não celebro casamentos… aliás, essa palavra é bastante comercial, vulgar, comum, mesquinha… no meu vocabulário, soa até pejorativa, de conotação mercantilista. Na minha ótica, soa mais ou menos isso: “Vou casar com essa moça porque ela é rica… depois vou rezar para o pai dela morrer logo e então serei herdeiro abastado…”. Eis por que não celebro casamento. Eu peço ao meu PAI e Ele concede a bênção nupcial aos noivos. E no que consiste a bênção nupcial? Simplesmente, misticamente eu invoco meu PAI, os nubentes ajoelham-se diante do altar da Santíssima Trindade e eu digo assim: “Em nome de meu PAI, SENHOR e DEUS eu vos abençoo para que, unidos no amor, em harmonioso complemento recíproco, permaneçais juntos para sempre, e que a paz reine entre vós e vossos descendentes”, sem tapete vermelho, sem foguetes… e sem rogar praga embutida no nefasto augúrio “até que a morte os separe”, uma vez que, na minha ótica, convém ressaltar, aqueles que se amam nem mesmo a morte pode separar. Meu júbilo está em ver quando as pessoas se amam verdadeiramente, quando existe união por amor”.

O que os noivos devem fazer caso desejem ter o sr como celebrante? Há algum custo para isso?

INRI CRISTO: “Não precisam fazer nada porque eu nunca serei celebrante de ninguém. Eu apenas poderei sim ser solicitado – como já fiz até pela internet – a conceder a bênção de meu PAI, SENHOR e DEUS. Essa questão de celebrar casamento, na minha ótica, equivale a dizer: “confeccionar bolo” ou “reformar um carro”… isso é pra profissional, e eu não sou profissional. Eu concedo a bênção de meu PAI, logo não há por que celebrar casamento. Eu invoco meu PAI nos termos que já disse anteriormente e peço a Ele a bênção para os nubentes. Queria chamar a vossa atenção que esse termo “celebrar” é também um termo viciadíssimo e tem uma conotação, um odor de chantagem econômica, um estigma de cifra, pois na hora de “celebrar”, o “celebrante” cobra um preço. Isso vai contra o que ensinei há dois mil anos e está em Mateus c.10 v.8: “Dai de graça o que de graça recebestes”. Eles cobram por uma coisa que era para ser dada de graça. Logo, o casamento celebrado, o casamento cobrado não tem qualquer valor místico… por isso é que depois os adjutórios vão para o tribunal brigar, discutir, disputar mesquinhamente em cima de heranças e bens. O casamento celebrado com preço estabelecido não tem valor místico porque as coisas de DEUS não tem preço. Não é porque não tenham valor, e sim que não é possível mesurar, aquilatar o valor de um sacramento, de uma bênção nupcial. Eis por que na SOUST todos os sacramentos: batismos, casamentos, bênçãos… são realizados graciosamente”.

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