INRI CRISTO responde ao UOL Tabloide sobre a vinda do “papa” ao Brasil

Rodrigo Bertolotto, do UOL São Paulo, questiona INRI CRISTO.

Confira a publicação no Portal UOL Notícias.

UOL – O que acha da visita do papa ao Brasil?

INRI CRISTO: “Ele e qualquer outro argentino que vier fazer turismo no Brasil, seja muito bem-vindo. Daí ao erário público bancar as despesas da vinda dele, já é outra coisa. Agora que se fala tanto em precariedade da saúde, segurança, educação… é uma oportuna ocasião de o povo brasileiro refletir se vale a pena gastar a exorbitante soma de R$ 118 milhões para receber um artista argentino. Se o Dalai Lama, nas vezes em que visitou o Brasil, veio patrocinado por instituições budistas, por que o líder argentino tem que ser diferente? Afinal, o Brasil é ou não um estado laico?

UOL – Qual é a sua relação com o Vaticano e a igreja católica?

INRI CRISTO: “Desde 28/02/1982, quando pratiquei o Ato Libertário na catedral de Belém do Pará que culminou com a instituição do Reino de DEUS sobre a Terra, oficializado pela SOUST, não tenho mais qualquer relação com a Madona do Apocalipse c.17. Naquela ocasião rompi os meus derradeiros vínculos com Roma”.

UOL – Já pleiteou junto ao Vaticano para ser reconhecido como reencarnação de Cristo? Qual foi a resposta?

INRI CRISTO: “Em 24/09/1983 estive pessoalmente no Vaticano ratificando o desligamento com aquela que um dia fora minha igreja nascida das palavras ditas a Pedro: “Pedro, tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja” (Mateus c.16 v.18). Lá meu PAI determinou que eu proferisse uma sentença de extinção no interior da Basílica de Pedro: “Seque, árvore enferma, seque! Seque para que a boa árvore que eu plantei viceje e me dê, e aos meus filhos, os frutos que tu me negas”. Não careço ser reconhecido pelos herdeiros da Inquisição, até porque eles estão comprometidos com o império enfermo erigido durante minha ausência na Terra. Eu é que não reconheço nenhum papa, padre, etc. uma vez que sou coerente com o que disse há dois mil anos: “A ninguém chameis Pai sobre a terra, porque um só é o vosso PAI, o que está nos céus” (Mateus c.23 v.9), e papa, além de que em espanhol é sinônimo de batata, outrossim quer dizer pai”.

UOL – O senhor já foi católico? Qual é a sua formação religiosa antes de se tornar INRI CRISTO?

INRI CRISTO: “Eu sou judeu circuncidado pela Divina Providência… Fui criado por uma família católica a fim de conhecer o espúrio ritual (batismo, catequese, primeira comunhão etc.) até para formar o juízo e, investido de conhecimento empírico, responder a contento esta pergunta. Na adolescência tornei-me ateu em relação a esse “deusinho” das religiões até o jejum em 1979, quando meu PAI, SENHOR e DEUS, Supremo CRIADOR, único Ser incriado, único Eterno, único Ser digno de adoração e veneração, onisciente, onipotente, onipresente, único SENHOR do Universo, se revelou e revelou minha identidade, ou seja, que sou o mesmo Cristo de outrora”.

UOL – O que achou da mudança de papa após a renúncia de Bento 16?

INRI CRISTO: “Primeiro que o renunciante em questão foi inspirado ao escolher a data de 28/02 para abdicar, homenageando, ainda que inconscientemente, três décadas da instituição do Reino de DEUS na Terra, oficializado pela SOUST. Foi uma mudança interessante, posto que enfim mostrou-se perante o cenário mundial o equívoco, o embuste da infalibilidade papal. O “monarca” desceu do pedestal face ao momento de crise e aos problemas físicos, que são naturais, afinal trata-se de um ser humano; foi levado à reflexão sobre as irregularidades no vulnerável meio onde vive”.

UOL – Por que não vai ao Rio para acompanhar a visita papal?

INRI CRISTO: “Porque não tenho nada a ver com a inusitada visita deste badalado turista argentino, todavia estarei aqui na Nova Jerusalém do Apocalipse c.21 (Brasília) acompanhando tudo o que se passa no Brasil e, principalmente, no Rio de Janeiro por esses dias”.

UOL – O que achou que vão fazer a via crucis na orla de Copacabana com produção feita pela TV Globo?

INRI CRISTO: “Agora que as vozes da rua estão clamando que a Rede Globo cumpra seu dever de informar, é natural que ela promova essa teatral sessão de sadomasoquismo. Isso já não me atinge, afinal de contas estou acostumado a ver repetirem constantemente as cenas de achincalhe, deboche e violência que os inimigos perpetraram há dois mil anos a mando de Pilatos. E eu vos digo em verdade: esses que se comprazem em participar da via crucis são os mesmos que teriam vociferado: “Crucifique! Crucifique!”; os mórbidos de plantão”.

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